Os universitários estão em greve, há quase um mês, e cobram reforço das políticas de permanência estudantil, fim da terceirização dos restaurantes universitários, diálogo permanente sobre a gestão dos espaços estudantis, priorização da educação e fim dos cortes no orçamento da universidade.
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O movimento chegou a ocupar a reitoria, no campus da Cidade Universitária, na semana passada. O local foi reintegrado no último domingo e estudantes denunciaram abuso de força policial. Os protestos passaram a ser realizadas no centro da cidade, como o de hoje na Avenida Paulista até a Praça Roosevelt.
Procurada pela Agência Brasil, a reitoria da USP informou que instituiu, hoje, uma Comissão de Moderação e Diálogo Institucional, “com o objetivo de promover a abertura de um novo ciclo de interlocução com a representação estudantil”.
Segundo a universidade, a primeira reunião da Comissão será agendada em breve.
A mobilização dos estudantes contou com o apoio de professores municipais, que também protestam por reajuste salarial, e de parlamentares de partidos de esquerda.