Os dois foram vistos pela última vez em 4 de janeiro, no quilombo São Sebastião dos Pretos em Bacabal, no Maranhão, quando foram brincar em uma área de mata com o primo Anderson Kauan, de 8 anos. Kauan foi encontrado por carroceiros em uma estrada no povoado Santa Rosa, vizinho ao povoado de onde saiu.
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Buscas
As buscas estão concentradas na mata e na outra margem do Rio Mearim, onde cães farejadores sentiram o cheiro das crianças. Até o momento, não há novos indícios do paradeiro que as crianças poderiam ter tomado.
Desde a semana passada, a Polícia Civil do Maranhão intensificou o trabalho de investigação do desaparecimento dos irmãos.
“As buscas pelas duas crianças continuam em áreas de mata, rios e lagos, em paralelo a uma investigação rigorosa”, disse o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, em uma rede social.
O secretário informou ainda que os detalhes das investigações não são divulgados para não comprometer o trabalho policial e que as informações que puderem ser divulgadas pela investigação serão comunicadas oportunamente.
Na segunda-feira (26), Martins também se manifestou a respeito de uma denúncia de que os irmãos teriam sido vistos em São Paulo. O secretário disse que a notícia era falsa e criticou a disseminação de fake news sobre o caso.
“Foi verificada a denúncia sobre o possível paradeiro das crianças em São Paulo. Uma equipe da comissão de investigação foi deslocada e atuou em cooperação com a Polícia Civil do estado, mas a informação não se confirmou”, disse.
Ainda de acordo com a Secretaria de Segurança Pública, todas as pessoas ouvidas até o momento foram chamadas na condição de testemunhas e que qualquer informação diferente disso é falsa.
Desde o desaparecimento, a área de buscas, de cerca de 54 Km², é marcada por mata de vegetação fechada, terreno é irregular, com poucas trilhas, difícil acesso, açudes, pelo Rio Mearim e por lagos.
Militares da Marinha estão usando o equipamento de sonar para fazer a varredura em trecho de 3 km do Rio Mearim em busca de vestígios das crianças. O equipamento mapeia áreas submersas, produzindo imagens do fundo do rio ou do mar, mesmo em locais com pouca visibilidade.