Conheça Américo Azevedo, irmão de Arthur e Aluízio Azevedo e que amou São José de Ribamar
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Americo Gonçalves de Azevedo era filho de David Gonçalves de Azevedo e Emília Nabatino de Azevedo. Nasceu em São Luís, na rua dos Afogados , 49, em 21 de fevereiro de 1860. Cursou as Escolas primárias da capital , seguindo para o Rio de Janeiro onde residiu por alguns anos com a companhia dos seus irmãos, Arthur e Aluízio. Prestando serviço para a fazenda, regressou para São Luís. Como 4º escriturário da Secretaria da Fazenda . Casou-se em São Bento com a Senhora Maria Eugênia Padilha Lobato de Azevedo. Tendo 6 Filhos Américo, Iracema André, David, Raimunda e Emília Lobato de Azevedo.
Américo Azevedo faleceu em São José de Ribamar no dia 25 de março de 1900, como conferente da Alfândega do Maranhão com 40 anos.
Américo Azevedo também exercia a função de comediógrafo e escreveu diversos textos, assim como seus irmão, dentre eles estão :
Trocas e Baldrocas; (1899)
Por Causa de um chapéu; (
Fim do mundo;(?)
Com a boca na botija; (?)
Um par de comendadores; (1895)
Malaquias; (1892
Madrugada; (?0
Os Viúvos, (em verso, 1899) e
Os Milagres de São de São José de Ribamar, (, esta sendo sua última obra em vida;
Todas as suas peças foram encenadas e apresentadas nos mais diversos teatro da cidade e de alguns Estados, como Alagoas e Pará. Américo Azevedo é considerado por muitos cronistas da época como um dos maiores comediógrafos . El Mansor, cronista do Diário de São Luiz, 1922, na edição do dia 24 de julho, relata que , ao contrário de Arthur e Aluízio de Azevedo, que foram morar no Rio de Janeiro, Américo Azevedo só não se tornou, também famoso, pela “infelicidade de se deixar ficar aqui” se referindo a ficar no Maranhão e o cronista ainda cita o texto Teatral, “Os Milagres de são José de Ribamar”, como o maior trabalho do Gênero.
O Cronista se refere a muitos escritores que resolveram seguir para o Rio de Janeiro , para ter seus trabalhos publicados e reconhecido, cita inclusive Viriato Correia e Humberto de Campos em breve período no Rio já estava na Academia de Letras.
“Se por aqui ainda estivessem , nada podiam nem valiam, acrescenta, porque nós mesmos temos a perversidade de avacalhar aos que valem, um gostinho perverso em deprimir o que aqui se produz, movendo uma guerrilha aos que loucamente intentam fazer obra literária em nosso meio. “O Diabo é ser filho Daqui “. Por isso quem tem talento e pode voar de dentro em breve chegam as notícias: F. está bem, publicou uma obra; A crítica disso isso ou aquilo, está feito !”
fonte: pesquisa feita por Valberlúcio Pereira, Gestor do Centro Cultural Casa Gamela

